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Quando o crachá sai, quem é você no mercado?

 Por Juliana Starosky

Olá assinantes da Newsletter - Headhunter da Carreira!

Hoje quero falar para quem escreve Ex-XX, Ex - YY aqui nos títulos do LinkedIn colocando as marcas como destaque em sua carreira, mas não construindo a sua própria marca pessoal, de forma autêntica e genuína.

É muito verdadeiro, eu sempre quando perguntei em entrevistas para Gerentes e Executivos: "Me fale sobre você, no que você é verdadeiramente bom?" - muitos travam e vem a Síndrome do Impostor ou então, falam da empresa onde estão ou por onde passaram, mas tem dificuldades de falarem sobre si mesmos e o que sabem fazer de melhor para construir a sua especialidade. Já tive um evento de networking presencial em Moema, onde surgiam executivos e profissionais dos mais diversos setores e áreas de atuação, e lá viam com crachá a regra era tirar o crachá e falarem sobre si mesmos, como um treinamento prático na construção de sua marca pessoal. Sei que é difícil, mas é um processo.


Me lembro de vários casos que já assessorei aqui na Starosky Consultoria, mas normalmente são eles que sempre foram os nomes por trás de grandes decisões. Gerenciaram equipes, comandaram áreas estratégicas, lideraram com resultados consistentes. Durante mais de 30 anos, o mercado os conheceram como "o Diretor de...", "o VP da...", "o CEO da empresa tal".

Mas, aos 50+, muitos tem dificuldade de se encaixar novamente no mercado de trabalho devido o etarismo ou então, cansaram do mundo corporativo e com todo entendimento, decidindo fazer uma Transição de Carreira e mudar. Muitos saem do mercado tradicional e resolvem investir em sua própria consultoria de gestão estratégica. Um passo corajoso. Um recomeço. Mas, nem sempre é tão simples quanto parece, falo por conta própria, pois atuo em consultoria há mais de 18 anos e com a Starosky Consultoria desde 2012. Assumir o comando de algo, um negócio seu, existe muita resiliência, perseverança, estratégia e consistência.

Mas, o que mais gosto é que eles chegam até a mim com sua vasta experiência, uma rede sólida de contatos, profundo conhecimento do setor e autoridade ... algo ainda o travava - como são seres humanos e não tem uma Marca ainda consolidada, eles ainda: Não sabem como se posicionar.

E tem algumas frases muito comuns que os executivos repetem nesse momento:

  • "Nunca precisei me vender, meu trabalho sempre falou por mim."
  • "Não sei como falar de mim sem parecer arrogante."
  • "As pessoas sabem quem eu sou… será que sabem mesmo?"
  • "Sempre tive um crachá forte, agora tenho só meu nome… e um currículo de alto nível, mas não sei por onde começar."

É aqui que entra a Marca Pessoal. E não, ela não é sobre autopromoção. É sobre clareza, direção e coerência entre quem você é e o valor que entrega.

E se você ainda está na empresa, atenção: a hora de construir sua marca é agora.

Porque todo crachá tem prazo de validade. É triste dizer isso, mas existe sim um risco que você corre quando chega nos 40 anos, o víes incosciente do idadismo ou etarismo (no Brasil conhecido como) - é nessa faixa de idade. Então, não é impossível você retornar ao mercado mas vamos dizer, que é mais demorado. Já assessorei profissionais 50+ que se recolocaram e um 60+ que também conquistou seu espaço, isso porque existiram do outro lado, pessoas nas empresas com uma mentalidade aberta e sem preconceitos.

Então, para você saber seu valor sem seu crachá, mesmo que você seja sênior, estratégico e entregue resultados precisa se adaptar ao mercado que está em constante transformação. Você não precisa esperar a demissão ou a aposentadoria para começar a pensar nisso. Ah, saibam também que muitos que entram em aposentadoria, muito comum mais em homens, é entrar em depressão, isso porque não sabem fazer outra coisa além de trabalhar e ainda se sentem produtivos e maravilha! Se, ainda quer algo que ótimo - mas vamos então demonstrar seu valor para o seu nicho de mercado e ver o que ocorre, seja para seu Plano A ou B.

E pensando fora do seu crachá, quero que você verdadeiramente entenda seu valor - então, se pergunte:

  1. As pessoas me conhecem ou conhecem apenas o cargo que ocupo?
  2. Se eu sair da empresa hoje, meu nome é reconhecido como uma autoridade no meu setor?
  3. Que tipo de valor minha trajetória comunica para o mercado, além do currículo técnico?
  4. Como estou cultivando meu networking para além da bolha da empresa?
  5. O que minha presença no LinkedIn está dizendo sobre mim?
  6. Será que estou deixando um legado… ou apenas batendo metas?
  7. Se eu precisar de ajuda, porque não sei fazer tudo isso sozinho, quem pode me ajudar?

A verdade é dura, mas precisa ser dita: O mercado ainda carrega um viés inconsciente, até mesmo para quem deseja vender consultoria e pensar em seu PlanoB. E a matéria da Forbes Brasil com Milton Beck, CEO do LinkedIn na América Latina, fala abertamente sobre isso.

"Aos 47 anos, ele ouviu que estava velho demais para uma vaga. E isso vindo de alguém com carreira executiva na Microsoft e com uma trajetória de grande valor para uma empresa."

E ainda nessa matéria, existe uma pesquisa, que segundo a McKinsey & Company, mais de 50% dos recrutadores ainda hesitam em contratar profissionais acima de 45 anos mesmo com dados mostrando que essa geração entrega igual ou mais que os mais jovens, e permanece por mais tempo nas empresas.

Por que é importante que Milton fale sobre isso? Porque o LinkedIn tem mais de 75 milhões de usuários no Brasil e quase 1 bilhão no mundo. Sua voz ecoa. E quando ele traz o tema à tona, ele mexe com a cultura corporativa. Ajuda a combater o idadismo (ou etarismo) e mostra que o futuro do trabalho é, sim, multigeracional.

🔗 Leia a matéria completa aqui: https://lnkd.in/djxjEc6z

Tenho acompanhado o trabalho magnífico do Mórris Litvak com a Maturi - e fui no evento de 2024 com foco em profissionais 50+ e estava repleto de profissionais super qualificados verdadeiramente "esquecidos" pelas empresas. Ai pensei, gente eu com meus 45 na época, hoje 46 anos já estou nessa lista e nada mudou, sou ainda a Juliana Starosky com a mesma vontade de trabalhar quando tinha meus 30 anos. Mas, prefiro minha versão atual, tenham plena certeza disso. Mas, envelhecer não é tão romântico assim, como muitos dizem, temos ainda muitas barreiras a serem superadas não apenas no Brasil, mas no mundo!

Mas, voltando à você meu caro assinante, que parou seu tempo para ler meu artigo - até porque se você ainda não chegou nos 40+, saiba que em um suspiro muito rápido, ele vai chegar!

Aqui na Starosky Consultoria, acompanhamos de perto esse movimento e com muita intensidade porque nos procuram através de recomendações entre si, afinal 90% de nossos clientes, são recomendações de outros clientes que já passaram por nosso processo de mentoria - e sou imensamente grata pelo reconhecimento do trabalho que é 100% customizado e direcionado a quem é esquecido pelo mercado.

Aqui atendemos profissionais brilhantes de CEOs a Diretores e Executivos C-Level que, ao deixarem suas posições, se deparam com um grande desafio:

Eles sempre representaram marcas, empresas, culturas… agora precisam representar a si mesmos.

E isso exige mais do que currículo. Exige estratégia, comunicação e uma nova narrativa. Uma que conecte sua vivência, valores e legado ao que o mercado busca hoje. E, hoje mesmo ajudei um deles em uma reunião falando - "Mas, você já pensou em dizer em colocar em seu discurso que foi foi Gerente Financeiro dessa grande empresa de tecnologia e que ao vender consórcio, isso faz grande diferença, afinal quem não quer conversar com alguém confiável que sabe o que está falando, porque tem experiência prática e comprovada nessa área?"

Pois é, se você ainda tem um crachá, use esse tempo com inteligência. Construa sua presença em seus relacionamentos - construa networking além do que já possui, fortaleça sua reputação, compartilhe seu olhar sobre o setor. Você não é só um cargo. Você é uma história. Uma visão. Um posicionamento.

E quando o crachá sair porque um dia ele vai que sua marca pessoal permaneça.

Se você está nesse momento de transição ou quer se preparar para ele, saiba que sua experiência é seu maior ativo. Mas ela precisa ser reapresentada ao mercado com clareza e intenção.

Precisando de uma mentoria, conte comigo! Entre em contato e vamos conversar.

Abraços,

Juliana Starosky

Fundadora, Starosky Consultoria

julianastarosky.com.br

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