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Uma forma nova de ver a questão trabalhista


Enviado por Míriam Leitão - 
16.07.2012
 | 
09h15m
NA CBN

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, disse coisas muito importantes na entrevista que concedeu ontem à jornalista Geralda Doca, de O Globo. Afirmou que a legislação foi importante para a transposição do Brasil de uma sociedade agrícola para industrial, um avanço, mas não se atualizou, criando várias contradições.

Um dos sinais é que o Brasil tem a maior quantidade de processos trabalhistas no mundo, só no ano passado, a Justiça recebeu 2,150 milhões de processos novos. Ele afirmou que a Petrobras é uma das mais resistentes em reconhecer quando perdeu na Justiça do Trabalho. São 660 execuções da estatal iniciadas há mais de dez anos. Ele falou uma frase interessante: "Esses dados indicam que, no fundo, a União é seu próprio tormento".
Ele fala de uma forma nova, não ideológica, em atualizar a legislação. Não contra o trabalhador. Apoia, por exemplo, a proposta do sindicato do ABC e da CUT de ter comitê sindical nas empresas para ter negociação direta no local do trabalho, e não ficar centralizada no sindicato. Caso os dois lados queiram, o fracionamento das férias em três pagamentos. Outro exemplo: ele acha que o ponto eletrônico, criticado pelas empresas, é impraticável, a prova é que cada hora tem um adiamento.
A jornalista perguntou também por que é tão difícil mexer na CLT? Ele respondeu assim: "Quando se fala na reforma trabalhista, pensa-se em pôr abaixo toda legislação, como se tudo fosse inútil e pernicioso". Ele fala em olhar para o que não está funcionando.
O Brasil se comprometeu internacionalmente a erradicar o trabalho infantil até 2020. A situação tem melhorado. Mas ele diz que, às vezes, o menor aprendiz está empacotando no supermercado, não está se preparando para o mercado de trabalho. Houve queda do trabalho infantil na faixa de 10 a 17 anos, mas na mais vulnerável, de 10 a 13, aumentou. Ao todo, 4 milhões de crianças e adolescentes estão trabalhando. Ele acha que o Brasil não está fazendo o esforço necessário para erradicar o trabalho infantil. Disse também que falta clareza na definição do que é trabalho escravo.
Não concordo com tudo o que o presidente do TST, João Oreste Dalazen, disse, mas a entrevista faz a gente pensar fora da caixa . Ele encontra um terceiro caminho para mostrar que é preciso encontrar uma nova forma de modernização, que não necessariamente aumente a precarização do emprego, mas que modernize as relações trabalhistas.
Fonte: O Globo

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